sábado, 18 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
MAIO VERMELHO
MAIO VERMELHO é um grupo de amigas graduandas de Pedagogia, que nasceu à partir de uma discussão iniciada nesse mês no Facebook decidindo a UNIR FORÇAS para cobrar soluções e despertar uma resistência discente necessária em nosso coletivo. Não podemos cair no conformismo e acreditarmos que nunca poderemos promover mudanças dos paradigmas cristalizados nas instituições de ensino. Decidimos estudar Pedagogia porque acreditamos na Educação como ferramenta transformadora da sociedade. Afinal, como bem disse Nietzsche “NADA É TÃO NOSSO QUANTO NOSSOS SONHOS”.
Nós, alunas da Pedagogia do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro - ISERJ - que aqui estamos presente, APOIAMOS A PARALISAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DA FAETEC, pois nos sentimos desamparadas por essa instituição em nossas reais necessidades acadêmicas. Afinal, desde a nossa aprovação por vestibular no ano de 2009 pouca coisa mudou dentro do nosso estimado Instituto de Educação.
Pretendemos MOBILIZAR o corpo discente da Pedagogia organizando manifestações pacíficas onde mostraremos por meio da participação e iniciativa do nosso pequeno coletivo o que podemos fazer para motivar nossos colegas a continuar estudando em uma instituição pública até concluir o seu curso superior. É triste perceber ao longo desses quatro anos, que por diversos motivos e muitas vezes alheios às suas vontades, alguns colegas se transferiram para instituições particulares, enquanto outros, simplesmente se viram obrigados a desistir de seus sonhos acadêmicos por falta de recursos financeiros para os gastos em xerox, passagens etc.
Por isso, temos a necessidade de RESISTIR e LUTAR por nossos direitos de REIVINDICAR que melhorias e investimentos também sejam feitos no Ensino Superior do ISERJ.
A frase de Paulo Freire “A EDUCAÇÃO TEM DE ASSUMIR-SE POLÍTICA” não pode ficar presa em uma folha de papel esquecido em um fundo de gaveta. Precisa sair dos cadernos e dos livros empoeirados nas prateleiras. Precisa ser vivenciada em nossa graduação e experimentada plenamente além dos limites de sala de aula pelos que pretendem se dedicar à educação. Principalmente a educação pública, sempre tão duramente relegada a segundo plano. Sempre em precárias condições e sofrendo perenemente as consequências do descaso governamental.
Muitas são as necessidades de extrema urgência, que em suma contribuem para a falta de qualidade do Ensino Superior. Precisamos nos UNIR e buscar a adesão dos demais discentes para que juntos possamos conseguir o mínimo exigido para uma formação Superior de qualidade e excelência que merecemos.
Uma das ações mais imperativas aos graduandos da Pedagogia em nosso Instituto Superior de Educação é o REAPARELHAMENTO DO LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA DO ENSINO SUPERIOR DO ISERJ, que além de não possuir INTERNET, IMPRESSORA, COMPUTADORES ADEQUADOS EM FUNCIONAMENTO e MONITOR PARA AUXILIAR OS USUÁRIOS, ultimamente vem sendo utilizado apenas pelas turmas da EJA, onerando ainda mais os gastos de muitos graduandos que são obrigados a realizar suas pesquisas em lan houses.
Tendo em vista a dinâmica disciplinar do nosso curso de Pedagogia, é de suma importância que tenhamos disponível um espaço de pesquisa acadêmica complementar ao da biblioteca, uma vez que a grande rede, internet, é objeto facilitador do aprendizado devido ao seu acervo extenso e atualizado.
Também acreditamos que poderia ser disponibilizado à comunidade discente do Ensino Superior o SINAL DE WIRELESS para utilização nas salas com recursos multimídia e nos laptops dentro dos limites da instituição, da mesma forma que acontece no Colégio Estadual José Leite Lopes, o Nave, na Rua Uruguai, Tijuca. Um colégio público de nível médio.
Assim, qualquer professor ou aluno que precisasse utilizar a internet poderia fazê-lo dentro da sala de aula sem prejuízo aos muitos alunos carentes que dispõe apenas do laboratório de informática para realizarem seus trabalhos e pesquisas acadêmicos.
Agradecemos aos presentes, ao SINDPEFAETEC e ao ISERJ pelo tempo de fala que nos foi concedido nessa Assembleia para a leitura desse manifesto, e comunicamos que além de entregá-lo em mãos da Coordenação de Pedagogia e da Direção Geral do ISERJ, também o deixaremos público na internet, assim como as demais ações imprescindíveis que pretendemos organizar até que tenhamos nossas reivindicações discentes atendidas pela DESUP-FAETEC.
sábado, 13 de abril de 2013
Educação Proibida
Eu desconhecia esse documentário
Estou assistindo pelo youtube e tem ferramenta para legendas em Português (Brasil)
Mt bom!
Aqui http://blogs.estadao.com. br/a-educacao-no-seculo-21/ fracassados-somos-todos-a- educacao-proibida/
além de uma sinopse tem comentários bem interessantes a serem pensados.
quarta-feira, 6 de março de 2013
SOMOS UM RIO! INACREDITÁVEL!
Para quem mora na Praça da Bandeira é caótico e preocupante toda a vez que chove forte. E para quem estuda no ISERJ não é muito diferente.
Art. 29, §7º - Os currículos do ensino fundamental e médio devem incluir os princípios da proteção e defesa civil e a educação ambiental de forma integrada aos conteúdos obrigatórios. (NR)"
Eu ontem ao chegar no ISERJ percebi que estava sem luz e nem estacionei, tinha começado a chover forte quando cheguei à Tijuca. Mas não adiantou muito, pois fiquei presa no congestionamento da Rua Pedro Guedes vendo a rua virar rio e depois de umas 2h nessa agonia a água baixou e para conseguir retornar para Jacarepaguá a alternativa foi trafegar pela contra mão em algumas ruas sem iluminação.
#TENSOPACAS!!!
#TENSOPACAS!!!
Relato de um amigo* e aluno de Pedagogia sobre a combinação perigosa de chuva forte + alagamento + falta de energia para os alunos que cursam o turno da noite no ISERJ.
"Levando em
consideração uma instituição que não tem gerador, luz de emergência, brigada
contra incêndio e pânico, Coordenador da noite como foi declarado na própria
coordenação e pessoas treinadas com um plano de contingência e evacuação em
caso de falta de energia , uma instituição onde estudam idosos e demais aluno.
Onde as equipes de plantão não tem rádio comunicação interna e não tem um
coordenador de incidente que possa manter os alunos informados das condições ao
redor da faculdade que está numa área de risco de alagamento e inundação. A
única luz que usávamos era dos próprios celulares com alunos descendo e subindo
escadas no escuro com risco de queda, um estacionamento sem iluminação com
árvores de grande porte sem poda trazendo risco a quem transita dentro da
faculdade, e nada aconteceu. Deus é bom, mas o fato merece um relatório para as
autoridades competentes.
A Lei 12608 de 10 de
abril de 2012 fala sobre o sistema de defesa civil nacional e diz mais:
Art. 29, §7º - Os currículos do ensino fundamental e médio devem incluir os princípios da proteção e defesa civil e a educação ambiental de forma integrada aos conteúdos obrigatórios. (NR)"
*O amigo é Diretor de Projetos da Defesa Civil de Queimados, deve saber bem do que está falando.
Nossa Cidade Olímpica submersa - foto de Jorge D. Moraes
Enquanto isso, no site Globo.com, o Duduzinho Paes declarava na maior cara de pau:
"É uma chuva forte, mas que conseguimos identificar com antecedência, tanto que conseguimos fechar os acessos à Praça da Bandeira antes. Não havia carros patinando nas águas, algo que era comum de se ver. Pedimos, neste momento, que as pessoas não saiam de casa, principalmente, os moradores de Laranjeiras, Catete, Tijuca e Centro. Não temos ocorrência grave. Tivemos sim muitas quedas de árvores, como a que interditou parcialmente o Túnel Santa Bárbara - disse Paes, acrescentando que havia lixo nas ruas, pois nesta terça seria realizada coleta noturna. - As pessoas acabam acumulando lixo fora de casa. Quando vem uma chuva dessas, agrava a situação. Não posso dizer que é exatamente um problema de sujeira, mas certamente esse lixo que estava na rua agravou a situação. Posteriormente, se tivermos algum problema com a desobstrução, ou seja, escoamento da água, com certeza, há um problema na limpeza de galerias e nós teremos que checar isso."
Temos um vídeo feito pelo amigo Alex Vicente, aluno da Pedagogia Iserj, que também ficou ilhado na Praça da Bandeira durante esse temporal. Está público no facebook. Confira o drama.
https://www.facebook.com/photo.php?v=504104172983774&set=vb.100001525873505&type=2&theater
***
Temos um vídeo feito pelo amigo Alex Vicente, aluno da Pedagogia Iserj, que também ficou ilhado na Praça da Bandeira durante esse temporal. Está público no facebook. Confira o drama.
https://www.facebook.com/photo.php?v=504104172983774&set=vb.100001525873505&type=2&theater
Fontes:
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
ESCOLA DE ARTES VISUAIS DO PARQUE LAGE
| inscrições |
| Inscrições online para os cursos gratuitos para estudantes - Programa Fundamentação, Programa especial de imagem gráfica e fotografia, cursos de Capacitação, Concepção e Desenvolvimento. Veja as convocatórias do Programa Aprofundamento 2013, coordenado por Anna Bella Geiger e do Projeto de Pesquisa 2013, coordenado por Glória Ferreira. Desenho contemporâneo: produção de sentido e narratividade Orlando Mollica 4ª feira | 14h30 - 17h30 9 jan - 26 jun Exercícios da figura humana: 2D e 3D Manoel Fernandes 2ª a 6ª feira 14 jan - 18 jan Turma 1: 9h - 12h Turma 2: 19h - 22h Fazendo Arte no Parque | Colônia de férias de Arte para crianças Destinado a crianças de 4 a 12 anos. 7 jan - 1 fev Veja a programação completa de cursos. |
| aberturas de exposições |
| Terceira Mostra do Programa Aprofundamento Curadoria: Anna Bella Geiger, Fernando Cocchiarale e Marcelo Campos 25 de janeiro, 19h O Programa, anual e gratuito, é destinado a artistas que buscam o aprofundamento de sua produção. A mostra reúne trabalhos dos artistas Alexandre Paes, André Renaud, Arthur Chaves, Bernardo Mosqueira, Carla Hermann, Bete Esteves, Fabrício Belsoff, Fernanda Furtado, Gabriela Noujaim, Joana César, Jorge Soledar, Nadam Guerra, Leidiane Carvalho, Paula Huven, Raphael Fonseca, Rodrigo Braga, Sofia Caesar e Zoé Dubus. Até 10 de março, Galerias 1, 2 e Galeria EAV |
| O Muro 11 de janeiro, 19h O Muro é uma instalação interativa idealizada pela equipe do projeto Eu sou, a partir de fotos realizadas por 60 crianças e adolescentes moradores do Jacarezinho. Em 23 de janeiro, às 20h, o coordenador Helio Rodrigues fará uma palestra no Auditório contando sua experiência. Até 27 de janeiro, Auditório |
| exposições em cartaz |
| + Luz Mostra dos integrantes da oficina 3D da EAV, do curso "Conversando sobre escultura, objeto etc e tal", ministrado por João Carlos Goldberg. Participam: Agostinho Moreira, Anamaria Reis, Anna Helena Cazzani, Fabio Naranno, Fátima Villarin, Gustavo Torres, Marcos Duarte, Marcos Lima e Mark Feddersen.Até 13 de janeiro de 2013, Galerias 1, 2 e EAV |
| tempo-vero de Leonardo Tepedino A exposição do artista Leonardo Tepedino afirma a escultura como possibilidade de conhecimento, enfrentamento e resistência da realidade.Até 24 de fevereiro de 2013, Cavalariças |
| EAV indica |
| Ulysses de José Rufino Casa França Brasil Até 17 de fevereiro de 2013 |
| O Sozinho de Efrain Almeida Casa França Brasil | Projeto Cofre Até 17 de fevereiro de 2013 |
| Fernanda Gomes Curadoria de Fernando Cocchiarale Laura Alvim Até 17 de fevereiro de 2013 |
PROCESSO SELETIVO PARA PROFESSOR SUBSTITUTO
Edital n.º 308
Em 19 de dezembro de 2012.
Processo Seletivo Para Professor Substituto
O
Reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições,
torna público que estarão abertas as inscrições para provimento de vagas de Professor Substituto
conforme descrito no Anexo II deste edital e nos termos
da lei nº 8745 de 09 de dezembro de 1993. A Alocação das referidas vagas, por
setores, encontram-se disponíveis nas
respectivas Unidades. Caso não haja candidatos inscritos no período acima
especificado, o prazo de inscrição ficará automaticamente prorrogado por igual
período.
1. DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES.
1.1- Este processo seletivo será regido pelo
presente Edital e sua operacionalização caberá à respectiva Unidade ou
Instância Equivalente da Universidade Federal do Rio de Janeiro para a qual a
vaga foi alocada.
1.2 - O presente processo seletivo visa ao
provimento do número de vagas definido no Anexo I deste Edital, ressalvada a
possibilidade de mudanças durante o seu prazo de validade, de acordo com as
necessidades da UFRJ.
1.3 - O presente Edital contém os seguintes anexos:
Anexo I - Quadro de Vagas, com Unidade, Área/Setor
de Atuação e Jornada de Trabalho, bem como o respectivo Período de Contratação.
Anexo II – Período e Locais de Inscrição.
2.
DOS REQUISITOS PARA A CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA.
2.1
- O candidato deverá atender, cumulativamente, para a contratação temporária,
aos seguintes requisitos:
a)
ser aprovado e classificado no processo seletivo;
b)
não possuir contrato nos termos da Lei nº. 8.745/93, com exclusão inferior a
vinte e quatro meses;
c)
não ser ocupante de cargo efetivo da carreira do magistério, de que trata a Lei
nº. 7.596/87;
d)
se servidor de nível superior da administração direta ou indireta da União, dos
Estados e dos Municípios, bem como empregados de suas subsidiárias ou
controladas, comprovar formalmente a compatibilidade de horários;
e)
ser brasileiro ou estrangeiro portador do visto permanente;
f)
ter idade mínima de 18 anos completos;
g)
gozar dos direitos políticos;
h)
estar quite com as obrigações eleitorais e militares;
i)
estar inscrito no respectivo órgão regulamentador da profissão, quando o setor
do concurso exigir.
2.2
- É proibida a recontratação do professor substituto com base na Lei 8.745/93
antes de transcorridos 24 (vinte e quatro) meses do encerramento do último
vínculo, independente da duração do vínculo anterior.
3
– DA INSCRIÇÃO.
3.1
- A inscrição do candidato implicará no conhecimento e na tácita aceitação das
normas e condições estabelecidas neste Edital, em relação às quais não poderá
alegar o desconhecimento.
3.2
- Os interessados poderão obter maiores informações sobre o concurso nas
Unidades ou Instâncias Equivalentes responsáveis pelas vagas.
3.3
- Os interessados deverão formalizar o pedido de inscrição mediante
requerimento ao Diretor da Unidade ou Instância Equivalente responsável pela vaga
- endereço no Anexo II deste Edital - indicando a área/setor em que pretendem
concorrer, acompanhado da seguinte documentação:
a) Documentação pessoal.
Documento de Identidade e CPF.
b) Curriculum Vitae
documentado.
3.4
– O período de solicitação de inscrições está definido no Anexo II deste Edital.
3.4.1
– Caso não haja solicitações de inscrições no período definido no Anexo II, o
prazo de solicitações de inscrições será automaticamente prorrogado por igual
período.
3.5-
Será permitida a inscrição por procuração específica individual com firma
reconhecida por autenticidade, acompanhada de cópias dos documentos de
identidade do candidato e do procurador, devidamente autenticadas. A procuração
e as fotocópias dos documentos deverão ser anexadas ao Requerimento de
Inscrição.
3.6
- O candidato inscrito, por procuração, assume total responsabilidade pelas
informações prestadas por seu procurador, arcando com as conseqüências de
eventuais erros de seu representante no preenchimento do Requerimento de
Inscrição.
3.7-
O deferimento das solicitações de inscrições será feito pelo Departamento ou Instância
responsável pela área/setor da vaga, mediante exame preliminar dos currícula
documentados, tendo por base a pertinência do(s) título(s) do candidato em
relação à área/setor do processo seletivo.
3.7.1
– Caso todas as solicitações de inscrição efetuadas no período definido no
Anexo II sejam indeferidas, o prazo de solicitações de inscrições será reaberto
no dia útil seguinte ao da divulgação do indeferimento, por igual período.
3.7.2
– No caso de indeferimento do pedido de inscrição, o candidato poderá recorrer,
com efeito suspensivo, ao Diretor da Unidade ou ao responsável pela Instância
equivalente ao qual está subordinado o respectivo Departamento ou Instância
responsável pela área/setor, no prazo de 2 (dois) dias úteis após a publicação
dos resultados, no local das inscrições.
3.7.3
– Caberá à congregação da Unidade ou Instância equivalente o julgamento dos
recursos.
3.8
- É vedada a inscrição condicional.
4
– DA REMUNERAÇÃO.
4.1
- A remuneração do professor substituto será composta do vencimento básico, nível
I (um), da classe para a qual o contratado possua a qualificação requerida (graduação,
mestrado ou doutorado), seguindo as mesmas categorias vigentes para
professor do quadro efetivo (Auxiliar, Assistente ou Adjunto).
4.1.1 - Os candidatos que tiverem
titulação superior à exigida neste processo seletivo devem apresentar o diploma
ou a declaração de obtenção do grau de Mestre ou Doutor expedido por Instituição
de Ensino Superior credenciada ou por universidade estrangeira desde que reconhecido
ou revalidado.
5 –
DA SELEÇÃO
5.1
– O processo seletivo será conduzida por comissão julgadora constituída pelo
Departamento ou Instância responsável pela área/setor do processo, composta de
03 (três) membros, sendo pelo menos 2 (dois) pertencentes à Unidade ou Instância
equivalente, preferencialmente portadores de título de doutor ou equivalente.
5.2 – O processo seletivo será realizado em duas
etapas.
5.2.1
– A primeira será constituída por análise dos Curricula Vitae, sendo eliminatória.
Os critérios de pontuação serão definidos pela Comissão Julgadora e informados
aos candidatos.
5.2.2
– Aos classificados na primeira etapa serão aplicadas pelo menos 2 (duas) das
três provas abaixo relacionadas, sendo eliminatórias na ordem apresentada:
a)
prova escrita;
b)
prova didática;
c)
prova prática.
5.3
- No ato da inscrição o candidato deve tomar ciência das provas que serão
realizadas e dos seus respectivos programas.
5.4
– A análise dos Currícula e as provas que venham a ser realizadas
seguirão as diretrizes apresentadas na Resolução CEG 07/2010, publicada na
página www.pr1.ufrj.br.
5.5
– Às provas realizadas na segunda etapa serão atribuídas notas de 0 (zero) a 10
(dez), considerando-se aprovado o candidato que obtiver média igual ou superior
a 7 (sete).
5.5.1
- Considera-se automaticamente reprovado, o candidato que obtiver nota inferior
a 6 (seis), em quaisquer das provas.
5.6
- Os candidatos aprovados serão classificados por média ponderada das notas das
provas, expressa com uma casa decimal, de acordo com o critério estabelecido
pelo Departamento ou Instância responsável pela área/setor da Vaga.
5.7
– Em caso de empate, terá preferência o candidato de maior idade.
6 –
DA CONTRATAÇÃO.
6.1
– Após a publicação do resultado final no Diário Oficial da União, o Conselho
de Ensino de Graduação definirá a data de início do contrato.
6.2
- O contrato poderá ser prorrogado, em função de análise e definição pelo
Conselho de Ensino de Graduação da continuidade da necessidade do professor
substituto, desde que o prazo total não exceda 24 (vinte e quatro) meses.
6.3
- A extinção do contrato de professor substituto se dará, sem direito a
indenizações, pelo término do prazo contratual ou por iniciativa do contratado,
comunicada com antecedência mínima de trinta dias.
6.4
– No ato da contratação o candidato deverá apresentar cópia autenticada do
Diploma de Graduação, devidamente registrado e reconhecido pelo MEC - no caso
de curso superior realizado no Brasil - segundo a área de formação exigida pela
Unidade para cada área/setor. No caso de títulos obtidos no Exterior, anexar
cópia autenticada do título já revalidado. O não cumprimento desta exigência
implica na imediata eliminação do candidato.
7
- DAS DISPOSIÇÕES FINAIS.
7.1
– A Comissão Julgadora encaminhará ao Chefe do Departamento ou Instância
equivalente a ata do processo seletivo, relacionando os candidatos aprovados
pela ordem de classificação. O Diretor da Unidade ou Instância equivalente fará
publicar portaria no Diário Oficial da União com o resultado do processo
seletivo, após homologação do relatório do processo seletivo pelo CEG.
7.2
– A homologação do relatório do processo seletivo pelo CEG é condição
necessária para que se dê início aos procedimentos de contratação do professor
substituto.
7.3
– O provimento das vagas obedecerá ao número de vagas definido no Anexo I deste
Edital, à ordem de classificação, ao prazo de validade do concurso, às normas
legais pertinentes e às regras deste Edital.
7.4
- Os candidatos classificados, excedentes às vagas ofertadas, serão mantidos em
cadastro durante o prazo de validade do processo seletivo e poderão ser
contratados em função da disponibilidade de vagas.
7.5
- A validade do processo seletivo esgotar-se-á 12 (doze) meses após a data da
publicação do resultado no Diário Oficial da União.
7.6
- Não será fornecido ao candidato qualquer documento comprobatório de
classificação, valendo para tal fim a publicação do resultado final do processo
seletivo no Diário Oficial da União.
7.7
- As ocorrências não previstas neste Edital serão resolvidas pela Pró-Reitoria
de Graduação da UFRJ.
7.8
– Para dirimir todas as questões oriundas do presente Edital, é competente o
Foro da Justiça Federal na cidade do Rio de Janeiro.
Rio
de Janeiro, 19 de dezembro 2012.
Carlos
Antônio Levi da Conceição
Reitor
Anexo
I:
Quadro
de Vagas/Jornada de Trabalho/Prazo de Contratação.
Centro
de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH)
Jornada
de Trabalho: 40h
Prazo de Contratação: Até 31/12/2013.
Unidade
|
Departamento/Setor
|
Vagas
|
Faculdade
de Educação
|
Didática/Educação Infantil
para atendimento de alunos de 04 (quatro) meses a 5 (cinco) anos e 11 (onze) meses
|
09(nove)
|
Anexo
II
Período
e Local de Inscrição para todas as vagas do Anexo I.
Período de inscrição: 14,15,16,17 e 18 de
janeiro de 2013
Local de Inscrição:
Unidade
|
Endereço
|
Telefone
|
Faculdade
de Educação
|
Av.
Pasteur 250, fundos – sala 229 – Protocolo
Praia Vermelha – Horário: 10:00h as 16:00h
|
domingo, 23 de dezembro de 2012
APENAS PARA O ESTUDO DA GRAMÁTICA REFLEXIVA
QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA.
SEMPRE GOSTEI DE PORTUGUÊS, MAS HÁ MUITO TEMPO NÃO VIA UMA AULA DE GRAMÁTICA TÃO BEM PREPARADA...
Pena que não podemos mostrar aos alunos. Num instante eles iriam entender.
- “Filho da puta” é adjunto adnominal, quando a frase for:
"Conheci um político filho da puta".
- Mas se a frase for:
"O político é um filho da puta", daí, é predicativo.
- Agora, se a frase for:
"Esse filho da puta é um político", é sujeito.
- Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do político e diz:
"Agora nega o roubo, filho da puta!" - aí é vocativo.
- Finalmente, se a frase for:
"O ex-ministro..., aquele filho da puta, desviou o
dinheiro da educação" daí, é aposto.
Que língua a nossa, não?!
Agora vem o mais importante para o aprendizado:
- Se estiver escrito:
"Saiu da presidência em janeiro e ainda se acha presidente."
O filho da puta é sujeito oculto...
*Recebi por e-mail, mas desconheço o genial autor dessa aula.
sábado, 22 de dezembro de 2012
Entrevista com Telma Weisz sobre alfabetização inicial
Para especialista, o professor alfabetizador precisa apostar alto na
capacidade de seus alunos
Ela é a mais respeitada especialista em alfabetização do país. Em sua
trajetória profissional, Telma Weisz viveu o conflito de ter trabalhado durante
anos numa perspectiva mais tradicional, até ter contato com as ideias da
psicogênese da língua escrita. "Aí fiquei furiosa comigo mesma",
revela a educadora. Desde então, mudou seu olhar sobre os alunos, percebeu que
não se pode subestimar a capacidade intelectual de nenhuma criança, aprofundou-se
como ninguém no assunto e, dona de uma generosidade sem igual, dedicou-se a
transformar a prática de milhares de professores alfabetizadores por meio do
principal curso de formação em Alfabetização do Brasil, o Profa. Hoje, ela
supervisiona a versão paulista do programa, o Ler e Escrever, da Secretaria
Estadual da Educação. Nesta entrevista a NOVA ESCOLA, Telma abusa de exemplos
cotidianos para mostrar equívocos, muitos deles cometidos no passado por ela
mesma, que ocorrem na árdua tarefa de ensinar a ler e escrever. E, o mais
importante, explica por que eles acontecem, com a autoridade de quem soube, por
meio do conhecimento científico, refletir sobre a própria prática para
melhorá-la.
NOVA ESCOLA: Ainda há professores que não
transmitem informações às crianças por pensar que elas aprendem sozinhas? Qual
é a origem dessa dificuldade?
Telma Weisz Na verdade, isso tem a ver com a própria
concepção de ensino. Antigamente, todos tinham a ideia de que ensinar era
transmitir informações. Nos últimos 30 anos, quando começamos a descobrir que
ensinar é criar condições e situações para a aprendizagem e quando os
professores ouviram falar, sem aprofundamento, que as crianças constroem seu
conhecimento, muitos acharam que bastava o contato com as letras e o material
escrito para que o conhecimento aparecesse naturalmente, por geração
espontânea.
Não sei se ainda há quem pense assim. Eu espero que não, pois é um equívoco.
O papel do professor é ser aquele que sabe mais dentro da classe e que valida a
informação que circula. Em uma sala, todos estão em atividade intelectual,
todos falam, todos elaboram ideias e constroem conhecimento. Não ao mesmo tempo
- e esse é outro equívoco -, mas todos têm a oportunidade de expressar o que
pensam. A validação deve acontecer, porque todos os saberes que estão sendo
construídos são provisórios, elaborados por meio de um processo permanente de
aproximação com o conhecimento objetivo.
A interpretação enviesada do construtivismo também tem a ver, em parte, com
o fato de que a teoria da psicogênese foi popularizada no Brasil por um
conjunto de vídeos de entrevistas com as crianças. O entrevistador, que no caso
era eu, buscava tornar visíveis as hipóteses que elas formulam quando estão
aprendendo a ler e a escrever. Como o objetivo era deixar que os professores
vissem-nas pensando em voz alta, a intervenção era pequena. O que foi mal
compreendido é que aquilo não era uma situação de ensino nem de pesquisa. Era
uma tentativa de ilustrar o que estava no livro [Psicogênese da Língua Escrita,
de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky] e que não era de fácil compreensão. Esses
mal-entendidos fizeram com que muitos tivessem dúvidas não só sobre informar ou
não, mas sobre o que informar. E essa é uma questão delicada porque não há um
guia de coisas permitidas ou proibidas. Depende das circunstâncias e daquilo
que as crianças pensam em cada momento.
Como essas dúvidas se revelam na prática?
Telma Por exemplo, se você tem um aluno que está escrevendo
uma letra para cada sílaba e ele pergunta "qual é o MI", você pode
dar duas respostas. A primeira é: "MI é o M e o I". E a segunda:
"O que você quer escrever?", ajudando-o a encontrar uma resposta que
caiba na estrutura teórica com a qual ele está trabalhando. Se o menino já está
escrevendo alfabeticamente, a situação é outra, mas também tem suas
características. Certa vez, um outro me perguntou "Como se escreve
lã?". E eu disse "L, A, til". Quando vi, ele havia escrito
"balãsa". Dei uma informação errada, porque não tive o cuidado de
perguntar "para escrever o quê?". Há uma quantidade enorme de
informações que cabe ao professor oferecer, mas é preciso ter condições e
critérios para saber quais estudantes podem aproveitá-las. Isso só se consegue
fazendo avaliação constante da classe.
Há muitos anos, em um trabalho de pesquisa, observei uma menina que estava
repetindo a 1ª série havia cinco anos. A professora, naquele dia, apresentava à
classe o alfabeto (para aquela aluna, pela primeira vez). A garota teve uma
crise descontrolada de choro e, quando se acalmou, disse "eu sempre saio
da escola no meio do ano porque não consigo aprender as letras. Mas eu não
sabia que eram tão poucas. Se eu soubesse, não teria ficado tanto tempo aqui
até aprender." É uma informação simples, mas se não é dita, como ela vai
saber? Outro exemplo: uma criança pergunta "cozinha é com S ou com
Z?" O que você faz? Diz a ela "pense para descobrir?" Não tem
como pensar para descobrir. Você tem duas alternativas: mandá-la ao dicionário,
o que, em determinadas circunstâncias, é uma perda de tempo, ou aproveitar a
situação para explicar que é com Z, mas que, muitas vezes, o mesmo som pode ser
com S, ainda que entre vogais. Assim, é introduzida uma série de informações
que nem todos talvez possam utilizar, dependendo das condições do grupo. Mas,
de qualquer maneira, se isso não vier do professor, de onde virá?
O que acontece quando não nos
colocamos na perspectiva do aluno?
Telma "Cegamos" o aluno. É porque somos
alfabetizados que ouvimos e vemos coisas que, para os que ainda não sabem ler e
escrever, não estão lá. Um exemplo simples: muitos professores estão
convencidos de que o branco entre as palavras é uma coisa que se pode escutar.
Isso só pode acontecer a uma pessoa cuja percepção da relação entre escrita e
leitura está de tal maneira organizada em cima da sua própria competência
leitora que nem passa por sua cabeça que a fala é um contínuo e que jamais as
crianças vão encontrar no falado os elementos que permitirão separar as
palavras. E é claro que, dessa perspectiva, ao vê-las escrevendo tudo grudado,
imagina-se que há uma disfunção, um problema. Não há. Trata-se de um momento
necessário do processo. É preciso aprender a escrever assim para depois pensar
na questão das separações.
Colocar-se no lugar do aprendiz é essencial para ensinar. Muitos falam em
"palavras", como se as crianças soubessem o que é isso. Mas só gente
alfabetizada, que já escreve e segmenta o texto, pode saber o que são palavras.
E, às vezes, mesmo quando já fazem isso, recusam a ideia de que os artigos sejam
palavras. Não estou dizendo para não usar a terminologia, mas é preciso ter
claro que o que se está nomeando não é exatamente o que as crianças pensam que
é. Certa vez, perguntei a uma menina o que era "palavra". Ela
respondeu: "É o que está escrito na Bíblia." E eu insisti: "Por
quê?". "Por que a Bíblia é a palavra de Deus". Imaginar que é
obvio escrevermos exatamente como falamos, na mesma ordem, só acontece se não
nos colocamos no lugar de quem está aprendendo. Porque, ao assumir essa perspectiva,
somos obrigados a olhar de outro jeito. Intuitivamente, ninguém é capaz de
fazer isso.
Só com pesquisa cientifica é possível compreender o outro que pensa
diferente de você. A vida inteira, vi meninos escreverem coisas que, para mim,
não eram escrita, não eram nada. Nunca parei para refletir sobre o que eles
estavam pensando. Até o dia em que li sobre a psicogênese. E aí fiquei furiosa
comigo mesma, porque já tinha visto aquilo tudo. Qualquer alfabetizador já viu
crianças escrevendo com uma letra para cada sílaba ou com menos letras. Na
verdade, não dávamos importância. Não olhávamos para isso como uma ação
inteligente delas. Sem a ajuda da ciência, não se pode recuperar uma visão que
já se teve, mas que foi apagada, numa espécie de esquecimento cognitivo.
Há muitos anos, quando trabalhei com professores indígenas no Acre, estava
explicando a eles as hipóteses sobre a escrita e dizendo que, no inicio, as
crianças pensam que, para escrever um pedaço do que se fala, basta um pedaço de
escrita, que para eles é a letra. Eles me olhavam com estranheza, pois essa
ideia de hipótese era muito estranha à cultura local. Até que um deles puxou
uma folha antiga de sua pasta. Ele se chamava Norberto, havia feito um desenho
e assinado NBT. Era recém-alfabetizado e ainda tinha o documento de suas
próprias hipóteses. Foi uma situação interessante ver um adulto recuperar esse
esquecimento. Nós não nos lembramos de quando não sabíamos calcular, escrever,
ler. Nós não temos a memória viva do que é ser alguém que tem de aprender, que
não sabe nada sobre determinada coisa. E os professores, como tais, só podem
recorrer ao conhecimento cientifico para recuperar isso. Porque, via bom senso
ou afetividade, não se chega a lugar algum.
Quais são os equívocos mais comuns na escolha das
intervenções para fazer a turma avançar nas hipóteses de escrita?
Telma Vejo duas versões sobre isso. Em uma delas, a mais
tradicional e frequente, mostra-se aos silábicos quais letras faltam,
imaginando que isso os ajuda a chegar a uma hipótese mais avançada. Há uma dificuldade
enorme de aceitar e deixar no caderno uma escrita que não esteja
ortograficamente correta. "O que os pais vão pensar?", "o aluno
achará que está certo", "vai fixar o erro". Na verdade, falta
compreensão da diferença entre trabalhar o processo de aprendizagem e trabalhar
sobre o produto que a criança está realizando. Toda a tradição de correção com
caneta vermelha e de cópia dos erros vem daí - existe o não saber, o saber
errado e o saber certo. E é claro que isso corresponde a uma concepção de aprendizagem,
para a qual o ensino, por sua vez, cuida de evitar que se fixem na memória
ideias erradas. Na visão construtivista, com uma abordagem psicogenética da
alfabetização, fica claro que aquela escrita, errada segundo os padrões
convencionais, faz parte de um processo do aluno. E que, naquele momento, é
preciso estimular o máximo possível a reflexão sobre o que se escreve. É
possível e necessário subsidiá-lo para ajudá-lo, o que é muito diferente de dar
informações para obter um produto correto.
A segunda versão é uma leitura parcialmente equivocada do que chamamos de
conflito cognitivo. Ou seja, o que faz um menino, que está lá, bem satisfeito
da vida, escrevendo uma letra para cada sílaba e conseguindo se virar assim,
abandonar essa hipótese que, do ponto de vista teórico, é tão elegante? Como é
que ele avança? Além da hipótese de que, para cada vez que abrimos a boca,
usamos uma letra, ele tem outras, como a de que não pode escrever uma mesma
letra repetida, escrever com poucas letras e, de forma alguma, escrever com uma
letra só. Mas, para alguns, duas letras também é muito pouco. A média
estatística da exigência é em torno de três letras. O que acontece com uma
língua como o português, com uma quantidade enorme de palavras dissílabas? Toda
vez que a criança escreve um dissílabo, tem um problema, pois precisa colocar
alguma coisa para não cometer um "sacrilégio". Essa contradição entre
os esquemas explicativos que ela tem para a leitura e a escrita é que dá origem
e espaço ao que chamamos de conflito cognitivo.
A partir dessa explicação, os professores fazem uma assimilação de que é
preciso produzir situações conflitivas o tempo todo. Mas o conflito ou é do
aprendiz ou vira uma conversa sem nexo para ele. Uma das atitudes equivocadas
mais clássicas nessa linha é mandar contar os pedaços de uma palavra falada.
Por exemplo, para "borracha", bater três palmas, uma em cada sílaba.
Então, o professor escreve a palavra, pergunta quantas letras tem e diz:
"Você pensa que abrimos a boca três vezes e que é preciso colocar três
letras, mas eu estou mostrando que não é, e que borracha, no papel, tem oito
letras". Dependendo de em que nível os meninos estejam, isso não faz o
menor sentido. E certamente não fará quando estão colocando três letras. Pode
ser em uma transição, mas aí não é necessário ficar contando quantas vezes a
boca abre ou quantas letras a palavra tem. A própria criança começa a batalhar
para colocar as letras. Ou você pode - e para isso é preciso conhecê-la
intelectualmente - dizer: "Você sabe fazer melhor do que isso. Pense mais
um pouco".
É comum a ideia de que, na
leitura de textos memorizados, o importante é guardar a grafia das palavras.
Isso está certo?
Telma Não está clara, para quem pensa dessa forma, a
importância do trabalho com textos memorizados. Em primeiro lugar, não é
qualquer texto que pode ser utilizado. Deve ser um texto estável, não o segundo
parágrafo da história da Bela Adormecida. Existe um vasto repertório infantil,
naturalmente memorizado. São versinhos, parlendas e trava-línguas, usadas em
brincadeiras de roda e jogos verbais, que as crianças já sabem ou podem
aprender oralmente na escola, usados em dois tipos de atividades muito
interessantes. Uma é juntar duas delas (com níveis próximos de conhecimento, de
forma que uma possa contribuir com a outra) para produzir uma escrita. Por
exemplo, "a galinha do vizinho bota ovo amarelinho". Como as duas
sabem de memória, tudo o que têm de intercambiar é que letras colocar e onde.
Se estivessem redigindo um texto inventado, não teriam um problema comum para
resolver. Mas sendo um texto estável, tomam decisões em função desse
conhecimento prévio.
Outro tipo de trabalho é pedir que acompanhem, sabendo o que está escrito em
cada verso, a leitura que alguém faz. Elas sabem que, na primeira linha, está
escrito "a galinha do vizinho" e, na segunda, "bota ovo
amarelinho", porque você informou. O que está por trás disso? O fato de
que ninguém nasce sabendo que se escreve tudo aquilo que se fala, na ordem em
que se fala, sem omitir nada. No início, imagina-se que só se escreve os
substantivos. Se você tem "a galinha do vizinho", pensam que está
escrito "galinha" e "vizinho". Para "bota ovo
amarelinho", os mais avançados podem achar que está escrito "bota",
"ovo" e "amarelinho", mas não necessariamente nessa ordem.
É interessante pedir para localizar e ler pedaços, que são as
"palavras" (mas, se você disser "palavras", eles procurarão
as letras). Você pode perguntar onde está escrito "vizinho". Eles
acompanharão o texto e começarão a localizar as partes do escrito e
relacioná-las ao falado.
Esse tipo de atividade tem um papel extremamente importante e não aprendemos
isso com a psicolinguística ou com a didática. Mas com a história da leitura,
com investigações sobre como as populações antigas se alfabetizaram.
Descobriu-se que, nos países nórdicos, por exemplo, toda a população era
alfabetizada antes de haver escolas. Protestantes de orientação calvinista,
eles tinham uma prática sistemática de acompanhar nos textos o que se falava
nos cultos. Todos eram incorporados a esse universo em que a palavra escrita
nos textos religiosos era tratada como uma coisa básica, essencial. As pessoas
acompanhavam e decoravam para se aproximar desse objeto sagrado que era a
escrita. Isso também aconteceu nas escolas religiosas judaicas e ocorre nas
escolas religiosas muçulmanas - mas nessas duas instituições o aprendizado é
apenas para os homens. Essa é a origem do trabalho que fazemos com textos
memorizados. Já a memorização da forma escrita produz um efeito contrário. Sempre
que os professores insistem na memorização da forma, os alunos, no esforço de
lembrar como as palavras são escritas, produzem uma escrita caótica, e não a
que produziriam se estivessem pensando em como se escreve.
O professor ainda acredita que, ao pedir que a
criança acompanhe a leitura com o dedo, é capaz de fazê-la ler, sem observar se
ela faz a relação do escrito com o falado?
Telma Sobre esse assunto, eu gostaria de fazer um mea culpa
público. Certa vez, em um vídeo, depois de dizer muitas vezes "ler
apontando com o dedinho", eu disse "ler com o dedinho". Muita
gente repete isso, mas é uma bobagem. Ler acompanhando com o dedo serve, por
exemplo, para aproveitar as possibilidades de uma atividade em que se leia um
texto memorizado em público. Para um sarau de poesia, cada um tem um poema,
leva para casa, pede ajuda à família, estuda, decora, aponta e tenta
acompanhar, pois terá de se apresentar publicamente. Essa situação de
focalização e de achar as partes do texto para se apresentar de forma adequada
ajuda a descobrir em quem pedaço está escrito o quê. Agora, passar o dedo
embaixo, em si, não é nada. A leitura da escrita não entra pela pele. Faz
sentido apenas se houver reflexão sobre a grafia das palavras e se quem está
lendo tenta ajustar aquilo que fala ao que está escrito. A forma adequada de
organizar esse tipo de atividade é, por exemplo, todos cantarem uma canção
juntos. De repente, o professor bate palma, pára numa determinada palavra e
anda pela sala para ver se os dedos estão onde deveriam estar. Se não
estiverem, ajuda a entender a posição certa. Se simplesmente diz
"acompanhe com o dedo" e vai embora, não acontece nada. É preciso
construir uma situação de aprendizagem e não ficar alisando papel. Para isso, é
preciso estudar, buscar uma compreensão teórica que vai muito além de apenas
saber identificar uma hipótese de escrita.
O que leva o professor a passar questionários em
vez de promover comentários sobre as histórias lidas - como fazemos com amigos,
quando lemos um livro?
Telma Ou pedir que façam um desenho, o que é ainda pior...
O intercâmbio de ideias a partir de uma situação de leitura é algo que se faz
apenas quando se tem uma experiência significativa e intensa como leitor.
Quando lemos com ou para as crianças, tentamos constituir bons comportamentos
leitores. Mas, para que você funcione como um modelo desses comportamentos,
também precisa ser um leitor. Essa prática de ler uma história e depois pedir
um desenho não tem nada a ver com a ideia de que o que se lê pode ser aprofundado,
explorado, re-elaborado e compartilhado. Quando se tem a concepção de que a
leitura não é simplesmente fazer barulho com a boca diante das marcas gráficas,
sabe-se que ela produz em mim um impacto diferente do que em você, e que eu
posso ter observado mais um aspecto do que outro e que podemos nos interessar
por coisas diferentes. Esse espaço de intercâmbio é um espaço de trocas. Eu
tenho visto perguntarem "de que pedaço você gostou mais?", "E
você?". Assim, podam o intercâmbio real, que seria "quem achou uma
coisa interessante que gostaria de contar aos amigos?". Se não souberem
como fazer isso, você dá o modelo: "Lendo esse texto, eu pensei nisso, me
lembrei daquilo, achei muito interessante a forma com que o autor escreveu,
parecia que ele queria dizer uma coisa, mas queria dizer outra". É
interessante fazer perguntas sobre aspectos de uma história que talvez poucos
tenham entendido.
Há uma escritora que escreve em espanhol e tem uma série de livros sobre uma
menina com uma amiga igualzinha a ela, mas que é gigante e aparece sempre que a
garota precisa se proteger dos adultos. Só que isso nunca é dito
explicitamente. Se você pergunta "quem é essa amiga grande?",
"ela existe de verdade?", uma discussão louca surge na classe. Porque
a personagem é, na verdade, uma representação do desejo da menina que se salva
das maldades dos adultos. Mas as crianças não têm isso claro, apenas uma vaga
intuição. Também é interessante perguntar "quem estava contando essa
história? A personagem? A mãe dela?". Em geral, respondem que "é a
escritora". E você pode questionar "mas aqui diz ‘eu não gosto que me
penteiem os cabelos porque arranca e dói’. A escritora disse isso?"
Aparece, então, a ideia do narrador, que, para as crianças, é completamente
misturada à do escritor.
O professor já compreendeu a
importância dos livros na alfabetização. Mas ele oferece variedade de materiais
de leitura?
Telma A variedade dos gêneros ultrapassa a ideia dos
livros. Só no jornal e nas revistas há uma variedade enorme de gêneros. Se o
professor não entende isso, usa esses portadores para recortar letras. Se
entende, aprende como explorar os gêneros que há dentro deles. Os livros
infantis, em geral, não têm uma grande variedade de gêneros. Têm, eu diria,
subgêneros. São todos livros de ficção, mas alguns falam de mistério, outros de
assombração ou de fadas. Mas acho que o problema é anterior: o professor tem de
ler para si mesmo, para selecionar o texto, com critérios, antes de levá-lo
para as crianças.
Eu acompanhei uma classe de alfabetização em que todos estavam envolvidos
com os livros de histórias, menos um menino. Quando se falava em leitura e
escrita, ele saía de perto e ia fazer outra coisa. Aparentemente, não tinha
interesse. Até o dia em que chegou uma enciclopédia de dinossauros. Nesse dia,
o menino ficou absolutamente fascinado, agarrou a enciclopédia. Ele não tinha
alma de ficcionista, ele tinha alma de cientista. Precisamos reconhecer essas
diferenças. Ele não tinha vontade de aprender a ler para ler sozinho as
histórias infantis. Mas ele tinha muita vontade de aprender a ler para
classificar os dinossauros, saber de que época eram e o que faziam. Aprendeu a
ler em dias. É uma mudança de gênero, mas foi também uma mudança de mundo para
o garoto.
Variar os gêneros é importante, mas não é uma ideia mecânica. Quando
introduzimos um gênero novo, é preciso ter um sentido para isso. Para ler
poemas, tenho um foco, se vou ler histórias, tenho outro. O que os diferentes
gêneros permitem é abrir o leque das possibilidades de leitura e oferecer o
discurso escrito em suas diversas formas. Porque, na verdade, quando as
crianças ouvem o adulto ler, não aprendem só o enredo, mas também sua
linguagem, que não é igual a dos outros. A variedade tem de ser selecionada em
função daquilo que a turma pode aprender, das diferenciações que os alunos já
têm condições de fazer e que você se sente em condições de oferecer.
Por que ainda é pequeno o acesso a materiais que
favoreceriam, na produção de um texto, a busca de informações em diversas
fontes?
Telma Há um medo mortal de trabalhar verdadeiramente com
jornais porque se pensa que é um texto adulto. Isso não é verdade. Certa vez,
vi uma professora fazer um trabalho muito interessante. Os meninos tinham de
assistir o noticiário da TV e, no dia seguinte, ela levava o jornal impresso
para a sala, para que encontrassem as informações sobre os fatos do dia
anterior. Ler os títulos, o subtítulo da reportagem, uma parte inicial do texto
é algo muito possível de fazer, especialmente quando se tem sensibilidade para
escolher o quê. Você não vai, por exemplo, propor a leitura de uma reportagem
sobre uma chacina. Mas pode ler sobre quem jogou no domingo, quem ganhou o
campeonato ou a corrida. Quando alguém relata algo que viu, você pode perguntar
se a turma deseja escutar a história contada no jornal impresso, mais
detalhada. Eu sou uma defensora convicta da presença do jornal na sala de aula
porque os fatos são a fonte da história. Nele, lemos sobre acontecimentos de
países distantes. Com um mapa múndi na classe você aponta, por exemplo, onde
ocorreu uma avalanche e aborda questões como o que é isso, por que acontece.
Esse trabalho é fascinante.
Mas é preciso ter a inteligência das crianças em alta conta. Quando se
espera mais, elas devolvem mais. Quando se espera pouco, elas devolvem um
pouquinho. O fato de trabalhar no limiar superior faz com que avancem muito
mais do que quando se pensa "elas não vão entender". É claro que
sozinhas elas não entendem. Tudo isso vale para enciclopédias, jornais, textos
de ficção, revistas. Mas é preciso fazer uma aposta alta. Não uma aposta cega,
sem olhar se a turma está acompanhando. E, sim, a mais alta possível, ajustada
àquilo que as crianças mostram que são capazes de pensar e fazer.
O professor encontra dificuldades em dar atividades
diferenciadas para os que já estão alfabéticos e também precisam avançar? Como
agir nesses casos?
Telma Isso é o mais fácil. Os já alfabéticos podem ler,
escrever, produzir textos, ser envolvidos em projetos mais complexos. Estes não
são o problema. O problema são os que ainda não compreenderam o sistema. Às
vezes, há alfabéticos que não são leitores. Nesse caso, é preciso construir
situações que ajudem a desembaraçar a leitura, que não é algo que vem sozinho.
Não é porque uma criança colocou todas as letras que ela já sai lendo. Poucas
fazem isso. A maioria precisa construir uma prática de leitura para se soltar.
Tenho uma experiência recente com uma que estava escrevendo silabicamente com
valor sonoro. Quando ela já sabia todas as letras, foi possível pensar em
trabalhar questões como "essa letra serve para escrever esse som, mas é só
essa? Tem mais? Você poderia colocar outra no lugar?" Então, ela avançou
rapidamente para uma escrita alfabética, cheia de erros de ortografia, mas
alfabética. Mas dizia "eu não sei nada porque escrevo, mas não sei ler. Eu
escrevo nessa letra e tudo o que eu vejo está escrito numa letra que eu não
conheço". Então, fiz uma tira de correspondência, com as letras de forma e
de imprensa. Todas as vezes que não conseguia reconhecer uma letra, o menino
via na tira. Mas isso empacava a leitura. Quando ele terminava a segunda
palavra, já não sabia mais sobre o que era o texto. Passei a propor que lesse
desse jeito e, depois de destrinchar todo o texto, voltasse a estudá-lo para ler
rápido, pois só se entende o que se lê quando se lê rápido. Sozinho, ele se
treinou, voltou e disse: "Estou lendo tudo". E estava mesmo. Porque,
na verdade, ele não tinha se soltado da ideia de que era necessário ler todas
as letras. Na medida em que pedi para que avançasse além dessa leitura letra
por letra, ele teve de usar as estratégias de leitura. Isso fez com que
ganhasse velocidade e compreensão. Conforme passou a compreender o que lia, a
vontade de ler cresceu e a leitura melhorou. Esse é um ciclo virtuoso.
Ainda persiste a ideia de que
as crianças só podem ter contato com histórias curtinhas, nunca lidas em
capítulos?
Telma Essa mania de que tudo tem de ser pequenininho é uma
deturpação da concepção de criança e, principalmente, um desrespeito enorme.
Porque ela senta na frente da TV, vê uma novela em 180 capítulos, lembra de
todos os personagens, quem casou com quem, quem brigou com quem e o que vestia
em tal dia. As crianças não têm problemas de memória, quem tem problemas de
memória somos nós. Elas têm tudo fresquinho na cabeça. Minha experiência
pessoal é a de escolher livros pela grossura, ao contrário do que alguns fazem.
Eu sempre escolho os livros mais grossos porque, se a história for boa, não
quero que ela acabe! Esse lugar do leitor que tem prazer na leitura é o que o
professor teria de encarnar. Para elas, uma história pequena é pobre e chata. É
claro que histórias grandes podem ser pobres e chatas. Mas elas adoram ouvir
uma história grande em capítulos, contados um por dia e, no fim da leitura:
"tchan tchan tchan tchan, agora aguardem o capitulo de amanhã! Quem que
acha que elas não gostam nunca experimentou. Elas são muito mais inteligentes
do que os adultos porque, nesse momento da vida, tudo está para ser aprendido e
a disponibilidade para a aprendizagem é enorme. Quando perdem isso é porque os
adultos destruíram. O fracasso reiterado mata essa disponibilidade.
Como deve ser o trabalho do 3º ano em diante no
que se refere ao aprimoramento da leitura e da escrita?
Telma Você já disse a palavra: aprimoramento. Em primeiro
lugar, ninguém deveria chegar ao final da segunda série sem compreender o
sistema de escrita e sem ler. Daí pra frente, todo o trabalho é de estabelecer
objetivos cada vez mais complexos para a mesma coisa, que é ler e escrever. O
nome do conteúdo não muda e, sim, o que está lá dentro. O que acontece é que
muitos imaginam que, quando se é capaz de colocar todas as letras e ler alguma
coisa, ainda que silabando, está encerrada a aprendizagem da leitura e da
escrita. Uma prova de que isso não é verdade é que os meus alunos na
pós-graduação estão aprendendo a ler textos acadêmicos, porque infelizmente as
faculdades onde estudaram, em vez de deixá-los ler textos acadêmicos adequados
à competência deles, criam as apostilas, simplificando o conteúdo, no pior
sentido da palavra. Isso os impediu de construir a capacidade de ler textos de
certo grau de complexidade, de um determinado gênero.
Aprende-se a ler e a escrever ao longo da vida toda. Não basta ser
alfabético e ser capaz de ler um outdoor para ser alfabetizado. Quando
entendemos isso, ajudamos os meninos a se aproximar de textos cada vez mais
complexos. Esse trabalho os transforma em leitores cada vez melhores e de uma
gama mais ampla de gêneros. E aprender por meio dos textos é condição para
estudar os outros conteúdos na escola. Para quem não sabe aprender a partir de
um texto escrito, o destino depois da quinta série é o fracasso.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
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